Legislação das barragens precisa ser revista

A catástrofe causada pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco em Mariana é algo bem mais comum do que muitos imaginam! A verdade é que CONSTANTEMENTE há barragens de rejeitos de mineração, ou de água, se rompendo no Brasil (veja alguns exemplos nos vídeos abaixo). E está mais claro que a luz do sol que continuarão havendo rompimentos e tragédias.

Isto é certo, caso a legislação que regulamenta as barragens no Brasil não seja total e completamente reformulada. Há neste momento uma enorme quantidade de barragens em funcionamento no país, e cada uma delas representa um risco altíssimo para a sociedade. É evidente que uma mudança drástica precisa ser feita, e da forma como está não pode continuar. As barragens de rejeitos de mineração contém cada uma milhões ou bilhões de toneladas de material, pressionando a todo momento as paredes que seguram todo este volume. A cada chuva ou temporal, a pressão aumenta enormemente. A cada tremor de terra - e pequenos tremores de terra ocorrem a todo instante, inclusive aqui no Brasil - a pressão sobre as paredes se agiganta. O ditado diz que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", o que é absolutamente verdadeiro! Agora imagine a água dura, carregada de metais e material pesado das barragens! A questão não é se haverão novos rompimentos, mas quando isto acontecerá. E agora mesmo, enquanto estava pesquisando para escrever este artigo, vejo a notícia de que quatro barragens de açudes construidos em propriedades rurais da região de União da Vitória, no Paraná, se romperam, matando pelo menos uma pessoa e destruindo extensa área, que se encontra coberta pelo lamaçal. O Congresso Nacional precisa se mobilizar e analisar esta questão, o mais urgente possível. O que aconteceu em Mariana foi demasiadamente grave, e NÃO PODE SE REPETIR. Uma NOVA LEGISLAÇÃO que regulamente toda e qualquer barragem no Brasil se faz urgente ao extremo.

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